Teste de software – Um processo da qualidade, mas não a garantia total

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A qualidade de software é algo necessário em todos os projetos de desenvolvimento de software, principalmente num mundo tão informatizado igual ao que vivemos e a necessidade de controles íntegros para informação. Segundo Bartié, 2002, “qualidade de software é um processo sistemático que focaliza todas as etapas e artefatos produzidos com o objetivo de garantir a conformidade de processos e produtos, prevenindo e eliminando defeitos”.

Porém, seja por conta da cultura das empresas, usuários ou fornecedores, ou até mesmo por falta de conhecimento sobre o assunto, muitos consideram que a principal forma, senão a única, o teste de software é a garantia de qualidade. As vezes superestimado como a forma definitiva de garantir a qualidade, as vezes subestimado demais, sendo visto apenas como um mal necessário, em todo o periodo em que atuo nessa área, sempre vi os envolvidos no projetos, de forma idera ou indireta, não compreenderem exatamente a relação do teste com o conceito de qualidade software.

Neste post não será debatido a fundo sobre teste de software, porém para uma melhor análise sobre a relação da qualidade de software é necessário uma pequena explicação, que, segundo a visão compartilhada por muitos, o objetivo do teste é exclusivamente “testar um sistema/software em busca de defeitos para assim ser tratados”. Com base nesse conceito, se analisado em relação à visão de Bartié sobre a qualidade de software, é possível perceber que o teste de software por si só não garante a qualidade, mas sim uma parte do conceito.

O processo de teste acaba direta ou indiretamente mostrando qual a possibilidade da qualidade do software quando for para produção, isso com base na relação de porcentagem de sucessos e falhas (tratadas ou não) identificados nessa fase do projeto. A qualidade em si, está no todo, ou seja, se todos os processos forem bem aplicados, como uma boa expressão do cliente e/ou usuário sobre suas necessidades, se a análise e escrita dos requisitos foram feitas de forma coerente e sem ambiguidade, utilização das tecnologias e metodologias mais adequadas conforme suas necessidades e assim por diante.

Com isso, não significa que o teste de software deve ser abdicado, mas sim melhor compreendido e o investimento de qualidade não focar apenas nessa fase, mas sim em todas as fases, garantindo assim uma melhor qualidade, satisfação do usuário final e de todas as equipes envolvidas em cada parte do ciclo de software.

Até o próximo post.

Bibliografia utilizada no post.

Bartié, Alexandre. Garantia da Qualidade de Software. 1ª Ed. Editora Campos, 2002