Carne fraca, corporações e responsabilidade social

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A operação carne fraca pode nos revelar muito sobre a relação de responsabilidade social das empresas com o meio ambiente em que estão inseridas

As vezes como quando um assunto de grande relevância como a operação deflagrada pela polícia federal na última semana, denominada “Carne Fraca” acontece, me sinto na responsabilidade de utilizar esse blog, que em suma fala de TI e Projetos, como o próprio nome já diz para comentar. Afinal de contas estamos falando de um dos principais produtos de exportação desse país.

Claro que, antes tenho que pensar em que tema isso se encaixa, ao meu ver esse parece meio óbvio. A operação não só revelou um esquema de corrupção e um drible nas leis sanitárias vigentes, como a imensa falta do que chamamos de responsabilidade social dos envolvidos.

A inerente questão da responsabilidade social

Não estou aqui para julgar as corporações, tão pouco para exigir a aplicação da lei. Contudo, o assunto de responsabilidade social é o primeiro que me vem à mente quando leio sobre o assunto na imprensa.

As empresas, as pessoas jurídicas, invariavelmente interagem com o meio em que estão inseridas, com o ambiente, com os clientes, fornecedores, empregados, governos, enfim. É inevitável.

O pensamento retrógrado do lucro a todo custo

Desse modo, toda a empresa tem por responsabilidade entender que quando falamos em “responsabilidade social” nas cartilhas de administração, não é demais leva-las a sério. O capitalismo a todo custo não “cola” mais nos dias atuais, o século 19 já passou, portanto devemos manter dispositivos em nossas corporações ou em nossos projetos que primeiro determinem e depois fiscalizem qualquer tipo de conduta condenável, que possa prejudicar o meio em que a empresa está envolvida ou ainda a própria empresa.

Pensar além das paredes do escritório, não é para o futuro, é para hoje. Devemos avaliar além do impacto nos números da empresa que nosso projeto proporcionará, temos de pensar nas variáveis ambientais, e quando uso esse termo, não estou falando só de questões ecológicas, estou falando de o quanto iremos impactar positiva ou negativamente na sociedade em que estamos inseridos (sim, isso pode ocorrer). E quando ocorrer devemos levar em conta como compensar o meio em que vivemos. Por exemplo, uma construtora que desmata uma área para construir um empreendimento corporativo tem o dever moral (e legal) de reflorestar a área desmatada em algum outro lugar.

O que um gestor de projetos deve fazer?

Claro que o ponto envolvido na operação Carne Fraca vai além de tudo o que pensamos, pois envolve aquilo que já sabemos existir no Brasil desde os tempos de longínquos que é a corrupção. Porém creio que sirva de alerta, para nós gestores de projetos refletirmos sobre nossos indicadores e talvez incluir um indicador em todos os nossos projetos, que seria uma espécie de análise de impacto ao ambiente, a sociedade. Mesmo que esse projeto (assim espero) não tenha como um de seus pilares a transgressão das leis. A lição de casa é essa, pensarmos cada vez mais no meio, pois isso aumenta potencialmente o sucesso de nossas empresas/corporações, lembre-se da velha frase confiança: “Custa a ser ganha, mas é extremamente fácil de perde-la”.

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